Ao acordar, tentei situar-me no tempo. Okay… sem resultados, mas estava no meu quarto.
A primeira coisa que fiz foi chamar a minha mãe, queria ela agora, precisava dela. Ela veio rápidamente. Explicou-me que tinha batido com a cabeça no chão, desmaiado e deu-me uma bronca enorme, por não olhar para os lados, quando atravessava uma passadeira.
Depois de tudo, disse que havia algo para mim, e enquanto ela ia buscar a tal coisa, eu tentava imaginar o que seria, sem a noção que poderiam ser mil e uma coisas.
Era uma caixinha, embrulhada com laço de seda. Fiquei um bocado espantada, porque não devia ser uma rapariga, aquilo era meio apaixonado, e os rapazes nem se interessavam em mim, não por não ser bonita, mas sim por ser demasiado literal e directa. Enfim… só o Leandro, encaixava nas minhas ideias, porque ele era o meu melhor amigo rapaz, podia ser uma prenda de melhoras pelo acidente.
Abri a caixa com cuidado, porque sempre gostei de preservar as caixinhas onde presentes vinham. Lá dentro estava um colar com um coração feito de safira com alguns ramos floridos de prata à sua volta.
Fazia sentido o porquê da pedra, porque o meu nome é Safira, mas alguns tratam-me por Yuki, por gostar do nome.
E havia um bilhete…
“Para amar-te bastou-me um olhar… agora para te esqueçer só mesmo se eu morrer.”
A frase era romântica e assustadora ao mesmo tempo. Mas fiquei com uma ideia de quem pudesse ter sido.

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