RSS Feed

  • Twitter
  • Digg
  • Stumble

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Capitulo V – O coração que até aí estava trancado

Na segunda feira acordei à mesma hora de sempre. Ainda me doiam as pernas do choque, mas pelo que o médico disse eu podia estar muito pior.

Mas a minha mãe disse-me que hoje devia descansar e mandou-me deitar. Festa! Nem sabem o quanto me dá gozo faltar às aulas quando me encontro prefeitamente bem.

Passei a manhã no computador contra a vontade da minha mãe, que me estava a tratar como se fosse uma criança ou uma idosa doente, que precisa de atenção 24 horas por dia. Bem… eu sou uma adolescente, e vendo bem acho que o risco de fazer alguma asneira é ainda maior.

À hora do almoço telefonei à minha melhor amiga a contar da prenda que tinha recebido, da pessoa meio-mistério. Sim pois tinha ideia de quem fosse, só não sabia muito bem quem era. Muito irónico. Mas eu não contei acerca dele e das minhas suspeitas de quem fosse, apenas disse que não sabia de quem era. Se ele nem por mim queria ser lembrado, de certeza que não ia querer ser assunto…

Mas ele tornou-se muito inesquecivel… demasiado até! Será que ele era alguma kind of admirador?

A partir do momento em que ele me enviou a prenda, e o facto de ele me querer protegerm deixou-me completamente enfeitiçada por ele. Ohhh, sou tão feliz… ou não!

Quero tanto saber muito mais…

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Capitulo IV - Safira

Ao acordar, tentei situar-me no tempo. Okay… sem resultados, mas estava no meu quarto.

A primeira coisa que fiz foi chamar a minha mãe, queria ela agora, precisava dela. Ela veio rápidamente. Explicou-me que tinha batido com a cabeça no chão, desmaiado e deu-me uma bronca enorme, por não olhar para os lados, quando atravessava uma passadeira.

Depois de tudo, disse que havia algo para mim, e enquanto ela ia buscar a tal coisa, eu tentava imaginar o que seria, sem a noção que poderiam ser mil e uma coisas.

Era uma caixinha, embrulhada com laço de seda. Fiquei um bocado espantada, porque não devia ser uma rapariga, aquilo era meio apaixonado, e os rapazes nem se interessavam em mim, não por não ser bonita, mas sim por ser demasiado literal e directa. Enfim… só o Leandro, encaixava nas minhas ideias, porque ele era o meu melhor amigo rapaz, podia ser uma prenda de melhoras pelo acidente.

Abri a caixa com cuidado, porque sempre gostei de preservar as caixinhas onde presentes vinham. Lá dentro estava um colar com um coração feito de safira com alguns ramos floridos de prata à sua volta.

Fazia sentido o porquê da pedra, porque o meu nome é Safira, mas alguns tratam-me por Yuki, por gostar do nome.

E havia um bilhete…

Para amar-te bastou-me um olhar… agora para te esqueçer só mesmo se eu morrer.”

A frase era romântica e assustadora ao mesmo tempo. Mas fiquei com uma ideia de quem pudesse ter sido.

Capitulo III - Visões

“Não continues, pará” Ouvi essa voz ao sair da sala de aula, mas pensei, que estivesses  a alucinar, pelo facto do horário desgastante, de ir dormir tarde e acordar cedo.

Ao sair da escola, ouvi denovo a voz.

Não continues, pará, por favor!” Começei a ficar assustada, e em falar logo disso à minha melhor amiga, que estava do outro lado da passadeira. E foi aí que percebi.

As ultimas coisas que me lembro, eram as memórias do carro, a chocar contra as minhas pernas, e o som da minha pulseira com guizos, a tilintar muito, até ver apenas a cor do asfalto, as riscas brancas e, mais tarde, a sirene de uma ambulância.

A próxima irei prestar-te mais atenção…

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Capitulo II – A memória que não pode ser apagada

Eram seis e meia quando acordei. Tinha um dor de cabeça enorme, do tipo, como se me tivessem dado uma pancada na cabeça. Ai não, espera, tinha sido só um beijinho. Ele tinha os lábios quentinhos, e começei a sentir a falta deles.

Ainda tentava decifrar, o que ele quereria dizer com bons sonhos, mas talvez fosse imaginação minha. Ele podia simplesmente querer-me adormecer. Dirigi-me à janela. No meio de alguns livros espalhados no chão, pela minha queda, havia um bilhete.

Prometo que tal não volta a acontecer. Finge que não existo.”

Porque queria ele que eu o esqueçe-se? Defenitivamente aquela noite tinha tornado as minhas férias muito mais interessantes.

Capitulo I - Revelações

Nessa noite eu não estava a conseguir dormir.
E já eram quatro da manhã, ou seja quatro horas a ouvir musica. Decidi ir buscar os meus livros de Inglês de anos anteriores, pois queria melhorá-lo. Mas nada disso passou mais de meia hora a ler alguns textos.
Até que, decidi realizar um desejo, que tinha à algum tempo. Fazer o que chamam de "directa". Gostava muito de ver o nascer do sol, achei que isso me iria fazer reflectir, sobre o que fazer no meu mês restante de férias.
Fiquei muito tempo... quase consegui ver o sol nascer. Se não tivesse acontecido o inesperado.

Faltavam precisamente três minutos, para as cinco e um quarto da manhã. Uma sensação estranha, tomou a varanda. E de repente vi ele. Não o vi mesmo! Apenas vi os seus olhos e foi como se a vida toda tivesse parado. Não era normal, era completamente fora do normal! Ele estava a flutuar! Tipo... não dava! Não encaixava na realidade. Até que ele me deu um leve beijo na testa e disse-me, com um pouco de tristeza e pouca clareza:
- Bons sonhos...
E desapareceu. A única coisa que me lembro, foi de cair em cima dos meus livros do ano anterior, e do mau cheiro que aquele espaço tinha. E sim, adormeci.